GOB-MS Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul

Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união.

Dia dos Pais

sexta, 09 de agosto de 2019 às 14h08

P A I

Nelson Vieira*

É importante a lembrança de homenagear o Pai, em um determinado dia do ano (de preferência no seio familiar), uma praxe em nossos dias. Embora, entendemos que o Pai deve ser amado e respeitado diariamente, assim como a Mãe. Aliás, eles se complementam.

Pai implica em responsabilidades, atenção diuturna para com os filhos, em especial nos dias de hoje. Não, que no passado fosse tão diferente. É que, atualmente há mais facilidades à mão, acompanhadas de violências, e de onde menos se esperam desencadeadas por diferentes motivos, muitos dos quais alheios a nossa vontade.

Feliz o filho que o Pai está próximo, que possa vê-lo constantemente. O Pai presente é um eterno conselheiro, o melhor amigo, companheiro de todas as horas, principalmente nas mais difíceis e “paitrocínio” tantas vezes, que até perdemos a conta, uma dívida impagável, daquelas “de pai para filho”.

Com relação ao Pai que partiu desta para outra, resta à saudade, os exemplos deixados pelo mesmo, incrustados no “EU” de cada filho, proporcional a sua sensibilidade. E, fica o questionamento: fui um bom filho? Por isso, dê o melhor de si hoje, porque amanhã poderá ser tardio.

O filho quando pequeno tem no Pai um herói, espelho a refletir imagens, as quais o filho sente necessidade de imitar, por ter o paradigma a sua frente. Vejam a importância de ser PAI (com letras maiúsculas), em cujo filho é depositada a esperança de um porvir melhor.

Quantas vezes o Pai é ou foi incompreendido, em face de não poder atender o desejo do filho, devido a impedimentos circunstanciais. Não vamos longe, tomemos como exemplo: um não proferido pelo Pai, quando se queria o sim. “Um desastre”. Acontece que, dizer “não”, se faz necessário em algumas oportunidades, até como forma de amor. Coisas que, só serão compreendidas com o passar do tempo.

A conquista da confiança do filho é algo fundamental. Ao estar em dificuldades, é bem provável que procurará em primeiro lugar o Pai. Caso contrário buscará socorro em terceiros. Podendo daí advir prejuízos irreparáveis, irreversíveis, em virtude da desobrigação desses em promover orientação condigna. A falta de palavras orientadoras, no momento certo, pode torná-lo presa fácil de pessoas voltadas aos vícios.

Convém ressaltar que, a figura do pai não está somente centrada no pai biológico e sim naquela pessoa dotada de amor, carinhosa, prestativa e atenciosa para com seus filhos, sejam eles legítimos ou adotivos.

Todo o Pai quer o melhor para o filho, por analogia todo o jardineiro que se preza também pensa dessa maneira, relativo ao jardim ou pomar, onde cada plantinha é um (a) “filho (a)”. Ele começa por semear. A semente germina, desenvolve, precisa ser aguada. Vai crescendo, é pequenina, necessita de amparo para se manter ereta. Cresceu, tem floradas e a seguir produz frutos, bons ou ruins. Então, para que a planta seja de qualidade, dependerá de intenso cuidado do seu patrono, o jardineiro. Assim, também o Pai está para o filho.

O Pai precisa ser amigo do filho. Disponibilizar tempo na agenda com o fito de manter diálogo, sempre que viável. Demonstrar interesse o que é muito importante, pois que não basta dotá-lo disso ou daquilo. O filho tem necessidade de conversar, trocar idéias, mesmo quando rotula o Pai de “careta” ou de “quadrado”, no estágio de querer “alçar vôos com as próprias asas”, período que “tudo sabe”.

E quando atinge a maioridade, “filho criado, trabalho dobrado”. Nas conversas os pais seguidamente, saem com este dizer: “filhos, só mudam o endereço”. Claro, é uma força de expressão, que é muito comum nos relacionamentos familiares, guardadas as proporções e exceções à regra.

Agora, é magnífico constatar a alegria do Pai, quando vê que seu esforço foi compensado, que valeu a pena o sacrifício, ao ver o filho encaminhado na vida, cônscio de suas obrigações, membro ativo na sociedade. É esse o desejo do (s) Pai (s), e sentir a conquista, a vitória de mais uma batalha na peleja da vida, é indescritível.

Se somos o que somos parte se deve a um dos baluartes da família, o Pai. Por mais que façamos em seu benefício, ainda estaremos em débito.

Para os Pais fica o registro da nossa eterna gratidão.

Ao Pai Supremo o nosso agradecimento pelas dádivas recebidas.

Amém.

*Secretário Estadual de Educação e Cultura do GOB-MS, membro da Academia Maçônica de Letras de Mato Grosso do Sul, correspondente da Academia Rio Grandense de Letras – RS, da Academia de Artes, Ciências e Letras – POA, da ARLS – Aurora II, n.º 2017 e membro da Associação Internacional de Poetas.

Fonte: GOB-MS

Notícias relacionadas

  • Nota de Falecimento - José Maria Ferreira

    quarta, 21 de agosto de 2019 às 12h00 Notícias

    É com pesar que o Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) comunica o passamento para o Oriente Eterno o irmão José Maria Ferreira, membro da ARLS Ordem, Trabalho e Progresso, nº....

  • Sessão Magna Comemorativa ao Dia do Maçom

    terça, 20 de agosto de 2019 às 23h00 Notícias

    Em 20 de agosto, terça-feira, o Eminente Grão-Mestre Estadual Celestino Laurindo Júnior, acompanhado do Poderoso Grão-Mestre Estadual Adjunto David da Silva Ribeiro e de sua Comitiva de...

  • DIA DO MAÇOM 2019

    terça, 20 de agosto de 2019 às 00h01 Notícias

    DIA DO MAÇOM Meus irmãos há quem diz que nada acontece por acaso. E, para que haja efeito é preciso haver causa. Com a invasão da França no território português, e as forças prestes a...