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Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união.

MAÇONARIA Passado – Presente – Futuro

domingo, 25 de fevereiro de 2018 às 11h00

MAÇONARIA
Passado – Presente – Futuro

Criada com fins específicos que, visavam o aprendizado daqueles pinçados do seio da sociedade, da qual estavam restritos, para futuramente serem mestres na arte de construir, à época constituída por homens que labutavam neste mister, tão somente.
Os iniciados obedecidas normas relativas a prazos, hierarquia, disciplina e ordem, em consonância com os conhecimentos adquiridos, depois de submetidos às provas de conformidade com o estágio, o grau de permanência, eram promovidos, recebiam “aumentos de salários” até atingir a plenitude, o topo, o mestrado.
A bem da verdade, verdade esta que não é absoluta, os ensinamentos eram constantes durante o dia e parte da noite. Sempre destinados aos aceitos e merecedores de pertencer a sublime Ordem.
No passado, a seleta categoria dos Construtores, Pedreiros que, detinham o ofício de edificar templos, palácios, monumentos e tudo que se referiam as obras de cunho arquitetônico, e implicasse na necessidade do emprego de ferramentas próprias para execução dos trabalhos, eram detentores de sabedoria ímpar e constituíam a Ordem.
Como é do saber, mantinham unidade quanto ao recebido, transmitido e praticado e, lá se vão séculos, pois é desnecessário mensurar desde a criação até nossos dias. Sendo os conhecimentos ministrados proporcionalmente nos períodos estipulados. Fazendo prevalecer à máxima: “Um por todos, todos por um”.
Posteriormente, houve uma “abertura” sendo permitido o ingresso de pessoas oriundas de formações diversas. É lógico que isso não se deu de um dia para outro. Mantido os “segredos” das ações, fossem internas ou externas, necessárias à segurança e continuidade da Confraria, nas mais diferentes situações pelo mundo afora.
Poder-se-ia dizer que o sentimento de fraternidade era de tal tamanho, chegando a ser comparado ao amor de mãe. Era raro alguém declinar que pertencia a Ordem, a terceiros, em virtude de antagonismos ferrenhos, aliados a ignorância. Houve perseguições, objeto de acusações infundadas, medo de mudanças e etc..., tempos difíceis. E a Maçonaria manteve-se coesa.
A Maçonaria sempre primando pelo bem comum, pelo bem estar da humanidade, sem qualquer ostentação. Ações realizadas sem espalhafato, a simplicidade sendo a tônica. Agiam no silêncio. Tinham objetivos. E hoje?
Somos muitos, é uma realidade. Ocorreram avanços em todas as áreas. O que acontece do outro lado do mundo, de imediato em questão de segundos é conhecido em tempo que podemos dizer: real. E, continuamos unidos? Nossos “segredos” continuam perpetuados?  A Maçonaria está atuante? Estes questionamentos são para reflexão e respostas subjetivas.
A Maçonaria quem a faz somos nós. O Maçom que é um grão de areia no universo, não pode ignorar seus deveres e direitos. Participar das sessões é importante, mas não encerra o “conteúdo de fazer Maçonaria”. É interessante galgar “aumentos de salários” nos graus simbólicos e filosóficos, sim. Entretanto, é de suma importância partir da teoria a prática e, aí há uma distância. O exercício da liberdade, igualdade e fraternidade são dificílimos, a começar pelas conquistas e os desafios de manter vivos esses ideais nas mentes das pessoas.
Os mais antigos nos legaram uma Maçonaria mais participativa. Não confundir com clubes de serviços, que também tem importância perante a sociedade. Porém, criados com fins e metas distintas.
Vê-se Maçons praticando ações isoladas, o mesmo acontecendo com algumas Lojas, nada contra. Há carência de ser útil, de sensibilizar os obreiros com o fito de em conjunto, levar benefícios a quem está a merecer, a começar  pela “própria casa”, com os membros da Loja, no exercício da fraternidade, um tanto decadente no tempo presente, entre irmãos. Não confundir com tolerância.
Tolerância, cujo significado é aceitar e respeitar as opiniões contrárias as suas; perdoar certas culpas ou erros; suportar o que não tem grandes defeitos. Por outro lado, cumpre mencionar que a tolerância tem limites. Aliás, tudo tem limite. E está diretamente relacionado às obrigações e deveres do Maçom, firmados por ocasião do juramento.
Infortúnios acontecem, problemas surgem, cada caso é um caso que, deve ser resolvido à luz da justiça. Para isso existem normas a serem cumpridas por aqueles imbuídos de responsabilidades, seja na administração de Lojas ou em segmentos da Ordem.
Comportamentos ditos prejudiciais podem acarretar procedimentos de averiguações, com direito a contraditório que, se comprovados geram penalidades. Agora, somos muitos. Os meios de arregimentação estão aí, o que falta? Está faltando arregaçar as mangas.
Parece-nos que a Maçonaria está apática, em estado de letargia, necessitando de sacudidura. Com tantas cabeças brilhantes, a capacidade de incentivar, estimular os obreiros para juntos traçarem diretrizes no auxílio aos nossos semelhantes, a começar por nós, vez que percebemos haver irmãos necessitando de amparo, bem como as nossas cunhadas viúvas e sobrinhos que acabam ficando ao largo, longe das nossas preocupações. E dizer que temos obrigações para com eles, todos sabemos disso.
No passado, pelo menos temos ciência que embora não dispunham de toda a parafernália hoje existente, os Maçons sempre se fizeram presentes contribuindo para solucionar ou minimizar as agruras dos povos. É preciso sair da inércia, do estado de dormência. A teoria é fundamental, que se não posta em prática, nada adiantará.
Há os que pensam que, Maçom é sinônimo de “status”, outros só querem fazer da Maçonaria uma “escada”, com intuito de levar vantagem, ledo engano. Pior cego é aquele que não quer enxergar a realidade dos fatos.
Na Maçonaria devem prevalecer as atuações dos obreiros em todos os campos possíveis e imagináveis, em prol do bem estar, do progresso e da humanidade, ouvindo antes as Lojas, com forma de buscar soluções, dando oportunidades para que haja discussões democráticas, pelo conhecimento dos integrantes da Ordem, fim evitar decisões unilaterais.
A Maçonaria tem história, o passado já foi “escrito e demonstrado”, o presente depende de nós. Precisamos manter a chama acesa. O futuro dependerá do que estamos realizando hoje.

Nelson Vieira** Secretário Estadual de Educação e Cultura do GOB-MS, obreiro da ARLS – AURORA II – N.º 2017 e membro da Academia Maçônica de Letras de Mato Grosso do Sul.

Fonte: GOB-MS

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