GOB-MS Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul

Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união.

“A PRISÃO TEM NOVO ENDEREÇO”

quarta, 17 de outubro de 2018 às 16h36

Nelson Vieira

A perplexidade toma conta da população, haja vista os acontecimentos pululantes no país, no tocante as ações de violências. Gente está demais, aonde vamos parar.

Há violências no campo, nas cidades, de todo tipo inimaginável. Não nos sentimos mais seguros nem nos nossos lares, uma calamidade. As famílias ficam angustiadas diariamente, porquanto seus familiares têm que sair para trabalhar, estudar e realizar atividades inerentes a cada um. Todos ficam apreensivos, no aguardo do retorno do familiar. Um alívio, momentâneo, quando chegam sãos e salvos. A coisa não está para brincadeira.

A violência eclode nas escolas. Gangues as invadem, alunos desrespeitam os professores, a ponto de ter casos de agressões. Brigas internas e nas proximidades das escolas. Assaltos em interiores de ônibus e nos pontos, nas ruas, nos estádios, nos estabelecimentos comerciais. Muitos dos assaltos acrescidos de atentados contra as pessoas, causando ferimentos e óbitos. E agora, bombas começam explodir.

Nos presídios, verdadeira concentração de “bombas humanas”, locais em que a segurança deve ser excelência de atendimento, com controle enérgico tanto para os internos, como para terceiros, observadas as normas existentes, atualmente deixam a desejar e fica patente a falência do sistema prisional, vigente no país. Em decorrência disso, estão aí as destruições dos presídios, acarretando prejuízos à sociedade (aí inclusos os presos).

Políticos envolvem-se em falcatruas, fraudes e outras ilicitudes. Funcionários do primeiro, segundo, terceiro e demais escalões envolvidos no exercício de lesa a pátria. Comissões Parlamentares de Inquéritos são instaladas e, pouco ou quase nada acontece. Acontece corporativismo e muito. A justiça morosa, também contribui e a impunidade campeia a passos largos. E apesar disso, o país cresce. Imaginem se houvesse mais vontade e seriedade no trato da coisa pública, por exemplo, no tripé, educação (saber, deveres e direitos), saúde (para estar sadio) e segurança (tranquilo para produzir), ninguém seguraria o Brasil.

Mas ao contrário, as violências se sucedem com invasões de propriedades particulares e próprios nacional, tudo em nome da democracia. O povo quer trabalho, ele não quer esmolas. Aliás, esmola (é um paliativo) origina dependência e fomenta o vício. As pessoas têm orgulho próprio e desejam adquirir o que necessitam pelos seus próprios meios e não o que é imposto. Uma das saídas é o meio rural. Entretanto, para isso é necessário uma política que forneça áreas que estão improdutivas e as condições propicias para o preparo da terra, plantio, colheita, armazenagem, transporte e venda da produção. Com certeza as invasões e os conflitos seriam reduzidos e bens e projetos frutos de pesquisas levadas a efeito durante anos, com resultados benéficos em prol da humanidade, não sofreriam danos irreparáveis. 

Os agropecuaristas vivem um dilema referente à política cambial que afetou os contratos de vendas da produção e aquisições de insumos e bens móveis, a considerar também as intempéries, estão a exigir dos governos meios e condições para resolver seus problemas quanto a pagamentos e recebimentos. Além disso, pleiteiam armazéns para estocagem dos produtos, por melhoria das estradas, segurança e preços reais. Alegam falência e para chamar a atenção, interditam rodovias e realizam manifestações. Gerando clima de tensão, afinal são eles que produzem os alimentos.

Enquanto isso as pessoas de bem, cumpridoras das suas obrigações e cônscios de sua liberdade, do direito de ir e vir, estão se sentindo prisioneiras do sistema. Instalam gradis, cercas elétricas, alarmes, câmeras, contratam seguranças, adquirem carros blindados ou mandar blindar, helicópteros e tudo o mais que for preciso, de conformidade com as suas respectivas poses.  E como fica quem não tem meio disponível para minimizar o problema segurança, que é a maioria. Infelizmente ficam num beco sem saída, contando com a fé nos anjos e principalmente em Deus. Em comum, acabam se encasulando, presas nas suas próprias moradias. A prisão tem novo endereço.

A violência está ficando insustentável e exige ações eficientes, até de forma exemplar, enquanto ainda cremos haja tempo. A paciência tem limites, a população precisa de tranquilidade. Chega de estresses. Urge iniciativas inteligentes de parte das autoridades, que hoje parecem engessadas, sem forças de reações, diante das “proezas” dos infratores. Esses, a cada dia ganham mais terreno, para aplicação e ampliação da violência.

Não precisamos de mais leis, e sim cumpri-las. Seria prudente uma guinada, no rumo da política do país?

O país mais parece um navio que está à deriva, em alto mar. Falta pulso firme, falta atitude. Cuidado, depois vão dizer que: Nada sabiam. “O pior cego é aquele que não quer ver”.

Fonte: GOB-MS Secretaria Estadual de Educação e Cultura

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